Minha vida sempre foi de aventura em aventura. Me apeguei a algumas pessoas, mais de alguma forma negava qualquer sentimento por quem quer que fosse. Hoje, posso dizer que aproveitei minha adolescencia intensamente. Segui os conselhos da minha sábia mãe que sempre me disse 'filha aproveite cada fase da tua vida, não pule etapas, não tenha pressa, apenas viva!'. Foi o que fiz, tive uma infância bacana e intensa, eu era inocente...bons tempos aqueles em que não havia responsa, minha única preocupação era brincar e apenas brincar. Em seguida a fase das descobertas, das grandes novidades, da troca de experiências com as amigas, das grandes dúvidas e incertezas, do medo de crescer e deixar pra traz aquela fase tão inocente.
O tempo passou, aquela menina cresceu e virou uma menina mulher(então ta né...hahahha). Nunca me considerei uma pessoa sentimental, em qualquer envolvimento que tive com alguém sempre procurei ser racional o quanto fosse possível, e com o tempo notei que essa era uma auto-defesa, um escudo que criei em meu favor, o medo de sofrer me manteve assim anestesiada e imune ao amor. Será?! Talvez não...
Hoje depois de tantas vivências, de experiências adquiridas com o tempo, depois de muitas vezes quebrar a cara mesmo me achando protegida pelo escudo antes criado, cai na real e percebi que não posso fugir do inevitável, os sentimentos surgem e fogem do nosso controle, a vida e o tempo me ensinaram isso. Não posso viver o espelho do que tive durante toda a minha vida como exemplo. Aquela não sou eu, cada um tem sua própria vivência. Eu tenho a obrigação de tentar fazer diferente, fazer minha história valer a pena.
A vida tem me proporcionado muitas coisas boas, e isso me fez sentir falta do desconhecido. Aproveitei uma fase de loucuras, de muita diversão, de me sentir infinitamente presa a minha liberdade a qual sempre prezei muito. E agora posso dizer com clareza, estou pronta para o amor.

É... E o tempo passa mesmo... Era tão bom ser criança, mais na epoca queria ser adulta... Mas curti mto a infancia tambem, da saudades só de ouvir a palavra infancia...
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