Foram fugas, em tardes escondidas, com sabor do proibido.
Descobertas, decepções, desejos e medos,
E muitas vezes o tempo eu quis parar...
Eu me perdia em teu olhar,
Era lei, meu corpo estremecia ao te ver.
Um toque e nada mais, para o restante esquecer.
Aquele friozinho que eu sentia até então era desconhecido,
E me aquecia de tal forma a querer sentir cada vez mais.
Pois ele me indicava sua presença, e me tirava do chão.
Olho no olho, pele com pele, como era bom sentir teu calor.
Eu sentia saudade e era bom sentir esse sabor.
Palavras vazias, guardadas na memória oculta da alma.
E todos os gestos e beijos roubados ficaram perdidos no limite entre a intenção e a vontade.
A vida segue, caminhos trilham destinos distintos,
Há um tempo atrás, tantas sensações, tantos sentimentos.
Hoje nem sei mais, há tempos não te vejo,
Nem sei...

